Apr 21 2014

Capoeira e Açaí!

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Boa noite!

Gostaria de começar o post agradecendo a todos que apoiaram o evento de Capoeira+Açaí! Muito obrigada!

Fiquei muito feliz por ter participado e levado um gostinho do nosso açaí aos Dickinsonians!

Eis algumas fotos do evento:

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O que acharam? Comentem!

Até o próximo evento!

Abraços!

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Apr 07 2014

CAPOEIRA! 16 de abril!

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Boa tarde!

Teremos a oportunidade de aprender e vivenciar um pouco de CAPOEIRA, num workshop que vai ser realizado no dia 16 de abril de 2014! Contamos com a presença de todos!

capoeira_event_2014_Poster

Para nos prepararmos, vamos assistir a um vídeo que conta um pouco das raízes desta arte marcial:

O clube de português organizará alguns quitutes… Esperamos vocês!

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Mar 31 2014

Primeiro de Abril!

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Boa tarde!

Com as águas de março fechando o “inverno” (e lá se vai a rima!), estamos nos preparando para o desabrochar das flores com o início de Abril! Mas, para começar Abril, temos que passar pelo primeiro dia, ou seja, dia Primeiro de Abril!

Conhecido como “Dia da Mentira”, primeiro de abril é o dia em que brincamos e pregamos peças nos amigos e na família! Fique atento! Nem tudo pode ser verdade…

Para celebrar a chegada de um novo mês, deixo uma crônica de Luis Fernando Verissimo sobre o tema!

Boa semana a todos!

 

A Verdade Sobre o Dia Primeiro de Abril

O ano nem sempre foi como nós o conhecemos agora. Por exemplo: no antigo calendário romano, abril era o segundo mês do ano. E na França, até meados do século XVI, abril era o primeiro mês. Como havia o hábito de dar presentes no começo de cada ano, o primeiro dia de abril era, para os franceses da época, o que o Natal é para nós hoje, um dia de alegrias, salvo para quem ganhava meias ou uma água-de-colônia barata. Com a introdução do calendário gregoriano, em 1564, primeiro de janeiro passou a ser o primeiro dia do ano e, portanto, o dia dos presentes. E primeiro de abril passou a ser um falso Natal – o dia de não se ganhar mais nada. Por extensão, o dia de ser iludido. Por extensão, o Dia da Mentira. VOCÊ ACREDITOU NESSA?

Há outra. No hemisfério Norte, onde tudo é o contrário do hemisfério Sul – inclusive, em muitos países, corrupto vai para a cadeia, imagine! -, a primavera está no auge em abril. “Abril” viria, mesmo, do latim Aprills, que viria de Aperire, ou Abrir, pois a primavera é a estação em que os botões se abrem, tanto das flores quanto das roupas, e o pólen está no ar, e as abelhas voam, os camponeses correm atrás das camponesas e, como se não bastasse toda esta confusão, os alérgicos espirram e os pássaros cantam. Um dos primeiros pássaros a cantar a chegada da primavera é o cuco, cuja característica é imitar a voz de outros pássaros, tanto que os assim chamados relógios-cucos não deviam ter este nome, já que o que o passarinho canta quando sai da janelinha nunca é o seu próprio canto, é plágio. O primeiro dia de abril, na Europa, era, portanto, o Dia do Cuco, que saía do seu ninho para espalhar a discórdia, já que ora imitava um pássaro, ora imitava outro. E a todas estas horas as camponesas voavam, as abelhas perseguiam os camponeses pelos campos e os alérgicos floriam e as flores espirravam e os padres mandavam parar essa pouca-vergonha, já! E matem aquele cuco. Primeiro de abril era o Dia do Cuco. O cuco é um pássaro mentiroso. Aliás, até hoje, ninguém, fora alguns parentes mais chegados, sabe como é o canto real de um cuco, já que ele sempre canta como outro. Logo, primeiro de abril ficou como o dia dos mentirosos. ESSA CONVENCEU? Aqui vai outra. Na verdade tudo vem da Índia, onde desde tempos imemoráveis existe o Festival de Huli, uma festa que dura um mês e em que tudo é ao contrário, tanto que ela começa no dia 30 de abril e termina no dia primeiro, quando as pessoas entram nas suas casas, de costas e começam a se preparar para a festa que já houve. O último dia do Festival de Huli é reservado para o “Vahila”, que em sânscrito quer dizer “Tirar um Sarro”, que é quando as pessoas recebem incumbências absurdas, como – isto já na época do domínio britanico – levantar a saia da estátua da rainha Vitória para ver se a calcinha também era de bronze. Foram, aliás, os ingleses que levaram a tradição do Huli para a Europa, junto com o curry e a malária. Uma destas é a verdadeira origem do primeiro de abril. Mas, claro, isto também pode ser mentira…

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Mar 24 2014

Entrevista com Jô Soares

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Boa tarde!

Quem  nunca pensou: “De onde vem a voz do Google Tradutor?” ou até mesmo deu uma bronca na “mulher do GPS”?

Então… Jô Soares entrevistou Regina Bittar, a locutora que tem a voz mais famosa do Google no Brasil.

Um tanto curioso… Aproveitem!

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Mar 18 2014

Música Brasileira

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No ritmo pós-carnaval e Spring Break, nada melhor do que relaxar com uma música que representa a descontração e alegria brasileiras!

A música escolhida para animar a semana de volta aos estudos dos Dickinsonians foi Num Corpo Só, interpretada pela filha de Ellis Regina, a adorada Maria Rita!

Num Corpo Só

Maria Rita

Eu tentei, mas não deu pra ficar sem você
Enjoei de tentar
Me cansei de querer encontrar
Um amor pra assumir teu lugar

Eu tentei mas não deu pra ficar sem você
Enjoei de esperar
Me cansei de querer encontrar
Um amor pra assumir teu lugar

É muito pouco,
Venha alegrar o meu mundo que anda vazio, vazio
Me deixa louca
É só beijar tua boca que eu me arrepio,
Arrepio, arrepio

E o pior
É que você não sabe que eu
Sempre te amei
Pra falar a verdade eu também
Nem sei
Quantas vezes eu sonhei juntar
Teu corpo, meu corpo
Num corpo só

Vem!
Se tiver acompanhado, esquece e vem
Se tiver hora marcada, esquece e vem
Vem!
Venha ver a madrugada e o sol que vem
Que uma noite não é nada, meu bem

Eu tentei, mas não deu pra ficar sem você
Enjoei de esperar
Me cansei de querer encontrar
Um amor pra assumir seu lugar

É muito pouco,
Venha alegrar o meu mundo que anda vazio, vazio
Me deixa louca
É só beijar tua boca que eu me arrepio,
Arrepio, arrepio

E o pior
É que você não sabe que eu
Sempre te amei
Pra falar a verdade eu também
Nem sei
Quantas vezes eu sonhei juntar
Teu corpo, meu corpo
Num corpo só

Vem!
Se tiver acompanhado, esquece e vem
Se tiver hora marcada, esquece e vem
Vem!
Venha ver a madrugada e o sol que vem
Que uma noite não é nada, meu bem

Vem!
Se tiver acompanhado, esquece e vem
Se tiver hora marcada, esquece e vem
Vem!
Vamos ver a madrugada e o sol que vem
Que uma noite não é nada, meu bem

FONTE: http://letras.mus.br/maria-rita/1079461/

E então, gostaram?

 

 

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Mar 05 2014

É Carnaval!

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Samba, cores, muita alegria!

É assim que os Brasileiros passam o feriado mais longo do ano: com muita diversão!

Cada região do país tem a sua própria maneira de celebrar essa data. Vamos conhecer um pouco sobre cada uma delas?

Como tudo começou…

carnaval chegou ao Brasil em meados do século XVII, sob influência das festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em alguns países, como a França, o carnaval acontecia em forma de desfiles urbanos, ou seja, os carnavalescos usavam máscaras e fantasias e saíam pelas ruas comemorando.

Certos personagens têm origem europeia, mas mesmo assim foram incorporados ao carnaval brasileiro como, por exemplo, rei momo, pierrô, colombina.

A partir desse período, os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos cortejos de automóveis (corsos) foram criados, mas só se popularizaram no começo do século XX.
As pessoas decoravam seus carros, fantasiavam-se e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades, dando origem assim aos carros alegóricos. O carnaval tornou-se mais popular no decorrer do século XX e teve um crescimento considerável que ocorreu devido às marchinhas carnavalescas (músicas que faziam o carnaval ficar mais animado).

A primeira escola de samba foi criada no dia 12 de agosto de 1928, no Rio de Janeiro, e chamava-se “Deixa Falar”, anos depois seu nome foi modificado para Estácio de Sá. Com isso, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo foram surgindo novas escolas de samba. Organizaram-se em Ligas de Escolas de Samba e iniciaram os primeiros campeonatos para escolher qual escola era a mais bonita e a mais animada. A região nordeste permaneceu com as tradições originais do carnaval de rua, como Recife e Olinda. Já na Bahia o carnaval fugiu da tradição, conta com trios elétricos, embalados por músicas dançantes, em especial o axé.

Veja a seguir os Estados que mais celebram o carnaval:

Rio de Janeiro

 A folia carnavalesca carioca começa antes dos dias oficiais do carnaval. Já no mês de setembro começam os ensaios nas quadras das diversas escolas de samba da cidade.

No mês de dezembro a cidade já se agita com os denominados “ensaios de rua” e a mais nova criação: “ensaios técnicos”, que levam milhares de pessoas ao Sambódromo todo final de semana. Os desfiles oficiais são realizados durante a data oficial do carnaval.

Pernambuco

Milhares de pessoas saem pelas ruas de Olinda e Recife, a maioria fantasiada e ao som do frevo (ritmo marcante do Estado).

O carnaval de Pernambuco conta com dezenas de bonecos gigantes, os foliões são extremamente animados. Uma das grandes atrações é o bloco carnavalesco “Galo da Madrugada”.

Bahia

O carnaval baiano é, sem dúvida, um dos mais calorosos e animados do Brasil e do mundo. Em especial na cidade de Salvador, onde se localiza os três principais circuitos carnavalescos: Dodô, Osmar e Batatinha.

Por esses circuitos passam mais de 150 blocos organizados, cerca de 2 milhões de pessoas durante os dias de festa. Normalmente esses blocos se apresentam com os trios elétricos e com cantores famosos.

São Paulo

O carnaval paulista é similar ao carnaval carioca. Acontece um grande desfile das escolas de samba da cidade. O desfile ocorre em uma passarela projetada por Oscar Niemeyer.

Há o desfile do Grupo Especial e do Grupo de Acesso, que acontecem na sexta-feira e no sábado, para não haver concorrência com o desfile do Rio de Janeiro.

FONTE: http://www.brasilescola.com/carnaval/carnaval-no-brasil.htm

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Feb 10 2014

Semana da Arte Moderna

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Boa tarde!

Nesta época, em fevereiro de 1922, um momento muito marcante estava para acontecer, que mudaria o rumo cultural do país.

Artistas de diversas áreas organizaram a Semana de Arte Moderna, que é o marco inicial do Modernismo Brasileiro.

Eis um pouco sobre o evento e também alguns dos resultados obtidos!

tarsilaamaral

arte moderna sem

Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, de 11 a 18 de fevereiro, teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar, subverter uma produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências europeias, essa era basicamente a intenção dos modernistas.

Durante uma semana, a cidade entrou em plena ebulição cultural, sob a inspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdade criadora sem igual, com o consequente rompimento com o passado. O catálogo da Semana apresenta nomes como os de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Yan de Almeida Prado, John Graz, Oswaldo Goeldi, entre outros, na Pintura e no Desenho; Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, na Escultura; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, na Arquitetura. Entre os escritores encontravam-se Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, e outros mais. A música estava representada por autores consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernani Braga e Frutuoso Viana.

O movimento modernista eclodiu em um contexto repleto de agitações políticas, sociais, econômicas e culturais. Em meio a este redemoinho histórico surgiram as vanguardas artísticas e linguagens liberadas de regras e de disciplinas. A Semana, como toda inovação, não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas, e a crítica não poupou esforços para destruir suas ideias, em plena vigência da República Velha, encabeçada por oligarcas do café e da política conservadora que então dominava o cenário brasileiro. A elite, habituada aos modelos estéticos europeus mais arcaicos, sentiu-se violentada em sua sensibilidade e afrontada em suas preferências artísticas.

FONTE: http://www.infoescola.com/artes/semana-de-arte-moderna/

Poemas declamados na Semana de Arte Moderna:
Ode ao burguês
                                      Mário de Andrade
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,
O burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
É sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampeões! os condes Joões! os duques zurros!
Que vivem dentro de muros sem pulos;
E gemem sangue de alguns milréis fracos
Para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
E tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
O êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
Ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suíça! Morte viva ao Adriano!
“- Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
- Um colar… – Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
                             ANDRADE, Mário de. Mário de Andrade – poesias completas.
                                                                         Belo Horizonte: Villa Rica, 1993.
Os sapos¹
                    Manuel Bandeira
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- “Meu pai foi à guerra!”
- “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: – “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
O meu verso é bom.
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinqüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas…”
Urra o sapo-boi:
- “Meu pai foi rei” – “Foi!”
- “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”
Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- “A grande arte é como
Lavor de joalheiro.
Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo”.
Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas:
- “Sei!” – “Não sabe!” – “Sabe!”
Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Verte a sombra imensa;
Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio…
                 BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa.
                                  Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985.

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Feb 03 2014

Deixa nevar!

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Boa tarde!

Para aqueles de acordaram, abriram a janela e se desanimaram ao ver tanta neve na rua, alegrem-se!

Por mais que neve seja tão comum quanto chuva ou nuvem para você, saiba que muitas pessoas SONHAM em poder “ver neve”.

Quando um brasileiro vê neve pela primeira vez, a reação é praticamente a mesma para todos: pulam, tentam pegar os flocos, dão risadas, fazem bonecos, guerra de neve (e tudo isso com muito barulho!)… Para confirmar como o brasileiro vê a neve como algo de “outro mundo”, eis uma crônica que explica direitinho!

Abraços a todos!

Das neves

Ricardo Freire • 24 junho, 2011

Tubing em Farellones, Santiago

Olha, por mais patriota que a pessoa seja, tem uma hora que a verdade aparece. O fato é que não, Deus não é brasileiro coisa nenhuma.

A prova a gente está vendo agora. Qual é o maior desejo do brasileiro? Aquilo que o brasileiro mais sonha ver na vida? Outros povos podem sonhar com a Torre Eiffel, o Taj Mahal ou o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. O brasileiro, não. O brasileiro é mais simples. Tudo o que o brasileiro quer na vida é poder ver neve.

É pedir muito, Deus? Só um pouquinho de neve. Pra ver como é. Dar uma pisadinha, entende? Uma hora brincando na neve, e o brasileiro já pode morrer feliz. (É uma figura de linguagem, viu, Deus? Não leve ao pé da letra, pelo amor do senhor mesmo.)

 Se Deus fosse realmente brasileiro, tinha arranjado um jeito de pôr neve no Brasil. Mas não. Quando neva em São Joaquim ou em Gramado, entre você ver a notícia no Jornal Nacional e pegar o avião, a neve já derreteu. Neve no Brasil não é neve: é um desaforo.

Daí teoricamente Deus pôs neve nos países vizinhos. Digo teoricamente porque não é bem assim. Neve tem época! Em janeiro todos os brasileirinhos estão de férias, e quem diz que Deus faz nevar na Argentina? É tudo muito malfeito.

E então quando chega naquele espacinho de tempo em que Deus permite que a neve coincida com as férias, o que acontece? Gripe suína. Terremoto. Cinzas de vulcão. Aeroportos fechados. Pânico. Deus que me perdoe, mas isso já é perseguição. Daqui a pouco o real desvaloriza de novo (toc, toc, toc) e aí sim, bye bye neve para sempre.

Mas nós da Viagens Brancas Ltda. não nos deixamos abater. O brasileiro tem, sim, direito à felicidade, e se a felicidade do brasileiro depende de ver neve, nós faremos de tudo para que seu sonho se realize. Estamos lançando o pacote All-Snowed.

Todos os sábados um Boeing fretado está à nossa disposição em Cumbica para levar nossos clientes a algum lugar do planeta onde haja neve. Se não houver neve em lugar nenhum, levamos você direto a Dubai, onde uma pista de esqui coberta está aberta 365 dias por ano.

Ligue já. Não se sabe até quando (toc, toc, toc) Deus vai deixar que esse real forte fique no seu bolso.

Visite o VnV no Facebook – Viaje na Viagem
Siga o Ricardo Freire no Twitter – @riqfreire

Fonte: http://www.viajenaviagem.com/2011/06/das-neves-minha-cronica-no-divirta-se-do-estadao/

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Jan 27 2014

Um Sonho de Simplicidade – Rubem Braga

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Boa tarde!
Façamos uma pausa no turbilhão de compromissos e obrigações para ler esta crônica!
Que esta leitura seja a sua prioridade nos próximos cinco minutos… Cinco minutos de literatura e reflexão!
Boa semana a todos!

Um sonho de simplicidade – crônica de Rubem Braga

Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?

Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar ao pescoço.

A vida poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça.

Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo no Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chagamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca – foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.

Seria possível deixar essa eterna inquietação das madrugadas urbanas, inaugurar de repente uma vida de acordar bem cedo? Outro dia vi uma linda mulher, e senti um entusiasmo grande, uma vontade de conhecer mais aquela bela estrangeira: conversamos muito, essa primeira conversa longa em que a gente vai jogando um baralho meio marcado, e anda devagar, como a patrulha que faz um reconhecimento. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas?

Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.

Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver – sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão

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Jan 20 2014

Bem-vindos a 2014!

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Olá, Dickinsonians!

É com muita alegria que o Clube de Português deseja um Feliz Ano Novo a todos!

Viva 2014!

Quais são os planos para esta nova etapa? O povo brasileiro celebra muito a entrada de um novo ano, com diversas crenças e tradições. Você conhece algumas delas?

Tradições brasileiras

A passagem de ano no Brasil tem nome francês, comida italiana e festa no melhor estilo brasileiro, com fogos de artifício, confraternização entre os familiares e amigos e oferendas às entidades do candomblé, umbanda e até para os anjos da guarda. Neste caso, os principais ritos ocorrem nas praias em homenagem a Iemanjá – deusa do mar na religião dos orixás, que protege os fiéis com saúde, amor e dinheiro o ano todo.

Ali ocorre a generalizada tradição de pular sete ondas, que provém de costumes africanos, também em respeito à dona das águas, para que os caminhos sejam abertos. No Candomblé, sete é número cabalístico e representa Exu, filho de Iemanjá, inspirando a prática de um pulo e um pedido a cada onda para sorte futura, sem que jamais se dê as costas para o mar após a homenagem. Acender velas na praia ou jogar rosas no mar completam as comemorações mais tradicionais.

 

Réveillon em Copacabana
Banco de dados da Riotur
Fogos de artifício no Réveillon de Copacabana

 

É na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, que a queima de fogos e os rituais à beira do mar reforçam o cenário do Réveillon mais conhecido do país, atraindo mais de 2 milhões de pessoas para o espetáculo de quase 20 minutos. Balsas na orla soltam dezenas de toneladas de fogos de artifício, com símbolos de prosperidade, amor e paz. O custo, calculado em cerca de R$ 2 milhões, é coberto pela arrecadação extra – pode chegar a R$ 500 milhões, principalmente graças a turistas estrangeiros.

Em casa, multiplicam-se as tradições e simpatias na noite de 31 de dezembro, como a crença de comer porco e não aves, que podem trazer azar pelo fato de ciscarem para trás, induzindo quem comeu a regredir na vida. Para um ano melhor, à meia-noite é comum as pessoas pularem com um pé só (direito), passar a virada com dinheiro no bolso, dar três pulinhos com a taça de champanhe na mão e jogar tudo para trás para eliminar o que passou de ruim ou cumprimentar primeiro alguém do sexo oposto para trazer sorte no amor.

A sorte no amor passa por crenças como a de usar peças íntimas novas na noite da virada e pela simbologia das cores, que além da tradicional cor branca nas roupas representando a paz e a luz, inclui: azul para a calma e tranqüilidade, amarelo para a riqueza, vermelho para a paixão, rosa para o amor, verde para a esperança e auto-afirmação e violeta para o equilíbrio das emoções.

Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/reveillon2.htm

Para aqueles que procuram algo para inspirar o novo ano, deixo um poema do eterno Carlos Drummond de Andrade… Que esta leitura sirva para renovar os sentimentos e humores de todos os leitores!

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

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