Oct 18 2013

100 Anos…

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O ano de 2013 está sendo marcado pelo centenário de diversas personalidades da Literatura Brasileira.

Vamos ver um pouco da biografia de 3 importantes nomes:

CENTENÁRIO DE RUBEM BRAGA
[100 anos de Rubem Braga]
Rubem Braga (Cachoeiro do Itapemirim ES 12 de janeiro de 1913 - Rio de Janeiro RJ 19 de dezembro de 1990). Cronista, poeta e jornalista. Nascido no estado do Espírito Santo, numa família de sete irmãos, recebe em casa as primeiras lições, conduzidas pela irmã mais velha. Estuda em Niterói, Rio de Janeiro, entre 1927 e 1928, onde conclui o curso ginasial. Em 1929, realiza suas primeiras crônicas para o jornal Correio do Sul, de Cachoeiro do Itapemirim. Ingressa na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, mas finaliza a graduação na Faculdade de Belo Horizonte, em 1932. É, então, contratado pelo Diário da Tarde, para o qual passa a escrever crônicas diárias. Ainda em 1932, realiza a cobertura da Revolução Constitucionalista para os Diários Associados, de Assis Chateaubriand. No ano seguinte, transfere-se para o Diário de S.Paulo e, em 1935, é convidado a trabalhar no Diário da Noite e em O Jornal, ambos no Rio de Janeiro. Ainda em 1935, recebe convite para chefiar a página policial do Diário de Pernambuco e muda-se para o Recife. Posteriormente, trabalha na fundação da Folha do Povo, órgão ligado à Aliança Nacional Libertadora (ANL), de oposição ao governo de Getúlio Vargas. Perseguido, muda-se para o Rio de Janeiro, onde integra a equipe de A Manhã, também ligado à ANL. Por sua manifestação de adesão à Intentona Comunista, o jornal é fechado pelo governo. Já em Minas Gerais, publica o primeiro livro, a seleção de crônicas O Conde e o Passarinho (1936). Em 1937, instaurado o Estado Novo, volta a ser perseguido, por sua participação na fundação da revista Problemas, em que se reúnem intelectuais marxistas e socialistas. Em 1940, quando tenta sair de São Paulo para o norte do país, é preso. Torna-se, em 1943, chefe de publicidade do Serviço Especial de Saúde Pública de Minas Gerais, onde há uma grande mobilização de políticos e intelectuais oposicionistas. No ano seguinte, publica seu segundo livro, O Morro do Isolamento, e vai à Itália com a Força Expedicionária Brasileira, enviado pelo Diário Carioca para cobrir a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. As viagens internacionais tornam-se constantes: cobre a eleição de Perón, na Argentina, em 1946; passa seis meses em Paris, como correspondente de O Globo, em 1947; entre 1950 e 1952, atua como correspondente europeu para o Correio da Manhã; em 1956, acompanha a eleição de Dwight D. Eisenhower, nos Estados Unidos. Durante o governo de João Café Filho (1954-1955), assume, por oito meses, a chefia do Escritório de Propaganda e Expansão Comercial do Brasil no Chile. É nomeado por Jânio Quadros embaixador do Brasil em Marrocos, em 1962. Com Fernando Sabino (1923 – 2004), cria a Editora do Autor, em 1960, e, com a participação também de Otto Lara Resende (1922 – 1992), a Editora Sabiá, em 1967, que, posteriormente, é adquirida por José Olympio. A partir de 1975, integra a equipe de jornalismo da Rede Globo de Televisão.

 

100 ANOS SEM ALUÍSIO DE AZEVEDO
Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo (São Luís MA 14 de abril de 1857 – Buenos Aires, Argentina 21 de janeiro de 1913). Romancista, contista, e dramaturgo. É irmão do escritor Artur Azevedo (1855 – 1908). Na juventude interessa-se por desenho e pintura e se matricula no Liceu Maranhense em 1871. Cinco anos depois, vai para o Rio de Janeiro para ingressar na Academia Imperial de Belas Artes, inicia suas colaborações em jornais, e exerce a função de caricaturista em O Fígaro. Volta a São Luís, em razão da morte de seu pai, em 1878. Em sua cidade natal, estréia como romancista em 1879, com o livro Uma Lágrima de Mulher, que se aproxima da estética romântica. Participa da fundação, em 1880, do periódico anticlerical O Pensador, do qual se torna um dos redatores. No ano seguinte, lança o romance O Mulato, cujo teor crítico à sociedade maranhense e o realismo sem censura provocam grande polêmica, incluindo manifestações públicas de indignação em jornais, o que motiva o seu retorno ao Rio de Janeiro em 1881. Memórias de um Condenado e Mistérios da Tijuca são publicados em folhetim em 1882, respectivamente em A Gazetinha e Folha Nova. Azevedo suprime partes e reescreve trechos de O Mulato, em 1889, para nova edição, de conteúdo menos polêmico. Vai para a Espanha, na condição de vice-cônsul, em 1895, após a edição do Livro de uma Sogra. Reúne contos, incluindo alguns da obra Demônios, e lança Pegadas, em 1897. Transfere-se para Yokohama, no Japão. Nomeado cônsul, se estabelece em La Plata, na Argentina, em 1899. Muda-se, após dois anos, para Cardiff, no País de Gales. É promovido a cônsul de primeira classe em Assunção, Paraguai, em 1910. Torna-se adido comercial do Brasil na Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. No fim de agosto de 1912, o escritor sofre um atropelamento. Suspeita-se que sua morte, no início do ano 1913, seja conseqüência das seqüelas do acidente. A obra de Azevedo é quase toda ligada a jornais, para os quais desenha, escreve artigos e publica romances em folhetim.
CENTENÁRIO DE VINICIUS DE MORAES – O POETINHA
[100 anos de Vinicius de Moraes - O Poetinha]
Vinícius de Moraes (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 — Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980) foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro.
Poeta essencialmente lírico, também conhecido como “poetinha”, apelido que lhe teria atribuído Tom Jobim, notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador. O poetinha casou-se por nove vezes ao longo de sua vida e suas esposas foram, respectivamente: Beatriz Azevedo de Melo (mais conhecida como Tati de Moraes), Regina Pederneiras, Lila Bôscoli, Maria Lúcia Proença, Nelita de Abreu, Cristina Gurjão, Gesse Gessy, Marta Rodrigues Santamaria (a Martita) e Gilda de Queirós Mattoso. Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.
Boas leituras durante a Fall Pause!

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