{"id":357,"date":"2012-03-23T12:43:06","date_gmt":"2012-03-23T14:43:06","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/?p=357"},"modified":"2012-03-23T12:43:06","modified_gmt":"2012-03-23T14:43:06","slug":"a-preco-de-banana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/2012\/03\/23\/a-preco-de-banana\/","title":{"rendered":"A pre\u00e7o de banana"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brasilescola.com\/upload\/e\/Preco%20de%20Banana%20-%20BRASIL%20ESCOLA.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"302\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: xx-small\">A grande disponibilidade da banana fez com que ela se tornasse sin\u00f4nimo de produto barato.<\/span><\/div>\n<p>Quando falamos sobre comida, nem sempre imaginamos a dimens\u00e3o hist\u00f3rica e cultural que um simples fruto pode ter. No caso da banana, o uso e o f\u00e1cil acesso a esse g\u00eanero aliment\u00edcio se mostram como uma das mais t\u00edpicas caracter\u00edsticas da economia natural e agroexportadora do continente americano. No s\u00e9culo XX, v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Central ficaram conhecidos como sendo parte integrante da chamada \u201cRep\u00fablica das Bananas\u201d.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o entre a banana e o continente americano, na verdade, \u00e9 bastante antiga. Ao chegarem ao Novo Mundo, os colonizadores europeus logo perceberam que as bananeiras abundavam em nossas terras. O clima quente e \u00famido fazia com que o fruto estivesse sempre dispon\u00edvel, sem que fosse necess\u00e1rio um planejamento rigoroso ou o emprego de t\u00e9cnicas agr\u00edcolas mais elaboradas. Ainda hoje, ela serve como base alimentar de muitas fam\u00edlias habitantes de pa\u00edses americanos mais pobres.<\/p>\n<p>Seguindo a l\u00f3gica de explora\u00e7\u00e3o do sistema mercantilista, os comerciantes do Velho Mundo tinham pouco interesse em explorar comercialmente uma riqueza de t\u00e3o f\u00e1cil obten\u00e7\u00e3o. O grande lance era investir em g\u00eaneros agr\u00edcolas que tivessem pre\u00e7os elevados e que, por isso, garantiam uma polpuda margem de lucros \u00e0 burguesia mercantil europeia. De fato, a pobre banana era o ind\u00edcio cabal de que a antiga lei da oferta e da procura tinha l\u00e1 suas raz\u00f5es.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo o pre\u00e7o da banana acabou sendo naturalmente incorporado ao nosso vocabul\u00e1rio financeiro. Toda vez que encontramos um produto \u201ca pre\u00e7o de banana\u201d, temos a certeza que pagaremos bem pouco naquele bem que tanto desejamos. Em tempos de pouca grana, nada melhor que pagar valores m\u00f3dicos que nos lembrem o precinho convidativo de um cacho de bananas!<\/p>\n<p>Por Rainer Sousa<br \/>\nGraduado em Hist\u00f3ria<br \/>\nEquipe Brasil Escola<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/http:\/\/www.brasilescola.com\/curiosidades\/a-preco-banana.htm\">Fonte: http:\/\/www.brasilescola.com\/curiosidades\/a-preco-banana.htm<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A grande disponibilidade da banana fez com que ela se tornasse sin\u00f4nimo de produto barato. Quando falamos sobre comida, nem sempre imaginamos a dimens\u00e3o hist\u00f3rica e cultural que um simples fruto pode ter. No caso da banana, o uso e &hellip; <a href=\"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/2012\/03\/23\/a-preco-de-banana\/\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1071,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43146],"tags":[],"class_list":["post-357","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/357","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1071"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=357"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/357\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}