{"id":390,"date":"2012-04-13T13:16:36","date_gmt":"2012-04-13T15:16:36","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/?p=390"},"modified":"2012-04-13T13:51:05","modified_gmt":"2012-04-13T15:51:05","slug":"a-historia-da-capoeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/2012\/04\/13\/a-historia-da-capoeira\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria da capoeira"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/files\/2012\/04\/capoeira031.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-391\" src=\"http:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/files\/2012\/04\/capoeira031.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"415\" srcset=\"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/files\/2012\/04\/capoeira031.jpg 600w, https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/files\/2012\/04\/capoeira031-300x207.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a>Ao abordarmos a historia da pr\u00e1tica da capoeira no Brasil, devemos antes de tudo resgatar a hist\u00f3ria da escravid\u00e3o no Brasil do s\u00e9culo XVI, XVII, XVIII e XIX, quatrocentos anos de horrores e servi\u00e7os for\u00e7ados, para alimentar uma elite rica e gananciosa que vivia para o ac\u00famulo de capitais.<\/p>\n<p>Nesses quatrocentos anos as pessoas viveram o nascimento, crescimento e expans\u00e3o do Capitalismo. O Pr\u00e9-capitalismo, uma das primeiras fases da forma\u00e7\u00e3o do capitalismo, tamb\u00e9m conhecido como Mercantilismo, pr\u00e1tica econ\u00f4mica baseada na compra e venda de produtos, visando um maior ac\u00famulo de capitais e ter uma balan\u00e7a de comercio favor\u00e1vel, ou seja, vender mais que comprar, aumentava a riqueza da burguesia, a burguesia atraves dos impostos aumentava a riqueza da nobreza e do Rei. Era o nascimento das Monarquias Nacionais do fortalecimento do poder central nas m\u00e3os do Rei.<\/p>\n<p>Com as Monarquias Nacionais as leis s\u00e3o unificadas, a moeda \u00e9 unificada, pesos e medidas s\u00e3o unificados, todos os tribunais s\u00e3o submetidos a autoridade do Rei, dessa forma o com\u00e9rcio pode se expandir e crescer.<\/p>\n<p>Quanto mais o com\u00e9rcio crescia, mais se investia em conhecimento e ciencia dando origem a expans\u00e3o mar\u00edtima e consequentemente a descoberta da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Logo os europeus perceberam que estavam na vanguarda de muitos conhecimentos em rela\u00e7\u00e3o a outros povos do planeta. Com esses conhecimentos e sua habilidade guerreira, experi\u00eancia adquirida em s\u00e9culos de Cruzadas com os povos mul\u00e7umanos, o europeu passa a diversificar a pr\u00e1tica mercantilista estimulando o Colonialismo e \u00e9 essa pratica econ\u00f4mica que nos leva a escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>O que era o Colonialismo ? Simples. Baseava-se na pr\u00e1tica de se obter mat\u00e9rias primas a troco de nada, transforma-las em manufaturas ou seja, mercadorias e vende-las bem caro na Europa, foi assim que a \u201cmazela\u201d de diversos povos come\u00e7aram, pois, n\u00e3o foi s\u00f3 o Negro que foi escravizado, mais o silv\u00edcola americano, os asi\u00e1ticos e diversos outros povos passaram (e ainda passam, por incrivel que pare\u00e7a !) por essa horrivel experi\u00eancia&#8230; As col\u00f4nias perteciam aos Reis e suas terras n\u00e3o eram distribu\u00eddas e sim arrendadas o que diminuia muito a possibilidade de qualquer plebeu ser dono de terras nos novos mundos. E quem, em perfeito ju\u00edzo, deixaria seu pa\u00eds, sua terra, para ser servo na Am\u00e9rica, Africa ou Asia ? Ent\u00e3o, os brancos que por ventura apareciam por aqui, eram grandes senhores de terra ou eram degredados, fugitivos, condenados pela inquisi\u00e7\u00e3o que fugiam da persegui\u00e7\u00e3o religiosa em seus pa\u00edses, eram crist\u00e3os novos, judeus recem convertido que a igreja muito r\u00edgida na ep\u00f3ca vivia a perseguir, muitos migravam por n\u00e3o ter mais nada a perder.<\/p>\n<p>No caso do Brasil os portugueses precisavam cocretizar sua efetiva coloniza\u00e7\u00e3o, pois, ingleses e franceses viviam a contrabandear as riquezas do Brasil, o que na cabe\u00e7a do Rei de Portugal era uma ofensa graviss\u00edma, afinal, ele acreditava que as terras do Brasil eram dele o que configurava em roubo contrabandear tais riquezas.<\/p>\n<p>A coloniza\u00e7\u00e3o efetiva do Brasil come\u00e7a trinta anos depois de sua \u201cdescoberta\u201d em 1500 por Pedro Alvarez Cabral, hoje motivo de certa controv\u00e9rsia, pois, existem teorias que comprovam a estadia do navegador Duarte Pacheco em terras brasileiras no ano de 1498, mas isso \u00e9 uma outra hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o iniciar o processo de coloniza\u00e7\u00e3o, os portugueses passaram a explorar nossas riquezas e criar outras, o caso da cana de a\u00e7\u00facar, dentro desse processo, podemos dizer que passamos por tr\u00eas ciclos econ\u00f4micos diferentes:<\/p>\n<p>Ciclo do Pau-Brasil :<\/p>\n<p>Consistia puramente em cortar e armazenar a madeira e lev\u00e1-la para Europa, onde era usada de v\u00e1rias formas. Por\u00e9m, nesse primeiro Ciclo n\u00e3o precisou de trabalho escravo, j\u00e1 que os silv\u00edcolas americanos, faziam esse trabalho por algumas quinquilharias como, contas, pedrinhas de vidro, espelhinhos, faca&#8230;<\/p>\n<p>Ciclo da Cana de A\u00e7\u00facar:<\/p>\n<p>Aqui come\u00e7a a hist\u00f3ria das senzalas, da escravid\u00e3o e da capoeira, quando chegam os primeiros negros para serem usados no trabalho escravo. O Negro chegou para substituir o americano o \u201cNegro da Terra\u201d. Para a Coroa de Portugal era dif\u00edcil controlar o aprisionamento e a venda do Americano, pior, o americano conhecia a regi\u00e3o podia fugir para mata com facilidade, j\u00e1 o Negro era mais f\u00e1cil de controlar. O com\u00e9rcio era feito de continente para continente de um pa\u00eds distante do outro lado do mar a Africa. Ao entrar nas col\u00f5nias os escravos negros eram contados e contabilizados, dessa forma o Rei podia fiscalizar muito melhor o tr\u00e1fico. Este por sua vez se tornava bem mais rentoso que o o tr\u00e1fico do americano.<\/p>\n<p>O escravo negro n\u00e3o conhecia a terra e nem os dialetos falados aqui, a regi\u00e3o, o clima, animais, plantas, nada disso ele conhecia, separado da fam\u00edlia e dos amigos, o Negro tinha um s\u00f3 direitro, trabalhar, trabalhar e apanhar&#8230;Nesse ambiente nasce o espirito de camaradagem entre os escravos de v\u00e1rias culturas diferentes e \u00e9 dessa forma, dessa mistura de culturas africanas nasce a capoeira, nasceu brinquedo, dan\u00e7a, jogo. Ajudava aos escravos matar a saudade da terra atraves da m\u00fasica, do batuque e das hist\u00f3rias contadas nas rodas era um momento de alegria, um dos poucos&#8230;<\/p>\n<p>Ciclo da Minera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>O ciclo do ouro tr\u00e1s v\u00e1rias mudan\u00e7as na sociedade colonial, como o ouro era uma riqueza de f\u00e1cil acesso, requer s\u00f3 uma bat\u00e9ia (teoricamente), era f\u00e1cil encontrar homem livre e ate mesmo escravo que enriquecia com a descoberta do ouro.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca houve uma mudan\u00e7a significativa na vida social da col\u00f4nia, nasce uma classe m\u00e9dia que crescia conforme crescia, a explora\u00e7\u00e3o do ouro, afinal os mineiros precisavam comer, beber, dormir, morar, ou seja a extra\u00e7\u00e3o do ouro possibilitou o nascimento de uma classe social que sze sustentava prestando servi\u00e7os aos mineradores de ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste contexto urbano nasce uma nova capoeira que agora sai das senzalas e chega as ruas, as pra\u00e7as e aos largos das principais Capitanias da Col\u00f4nia, pela primeira vez, encontramos uma classe m\u00e9dia atuante na Col\u00f4nia. O ouro gerou uma riqueza muito grande que foi utilizada na urbaniza\u00e7\u00e3o das cidades, estas atraia todo tipo de gente, aumentando muito a diversidade cultural o que contribuiu para a expans\u00e3o da capoeira.<\/p>\n<p>Aprendia-se a capoeira jogando e observando as rodas nas festas religiosas das pra\u00e7as, ainda n\u00e3o era vista como pr\u00e1tica criminosa, por\u00e9m era vista como jogo de negros, o que a tornova extramente marginalizada pela sociedade branca das cidades.<\/p>\n<p>I REINADO<\/p>\n<p>No Primeiro Reinado a capoeira j\u00e1 era proibida, mas ainda n\u00e3o fazia parte do c\u00f3digo penal, por\u00e9m era reprimida e punida com chicotadas e trabalhos for\u00e7ados era praticada por negros escravos, livres, mulatos, mamelucos, brancos e estrangeiros.<\/p>\n<p>Nas cidades a pratica da capoeira era controlada pelas Maltas que se espalhavam por todas as grandes cidades e eram divididas pelos bairros, esses eram controlados por maltas de capoeiristas rivais. Na verdade isso \u00e9 f\u00e1cil de entender, em um pa\u00eds onde a maioria era negra, controlados por uma minoria branca, claro que teremos uma parte enorme da sociedade que vai viver a margem da mesma, levando a forma\u00e7\u00e3o das maltas que seriam a organiza\u00e7\u00e3o dos exclu\u00eddos pelo sistema da \u00e9poca. Durante todo I Reinado n\u00e3o houve nenhuma lei que trata-se dos negros com dignidade, pelo contr\u00e1rio, as leis so favoreciam a Elite \u201cpensante\u201d da epoca.<\/p>\n<p>II REINADO<\/p>\n<p>No segundo reinado por press\u00f5es inglesas, o Governo brasileiro come\u00e7ou a criar algumas leis em prol do negro, por\u00e9m algumas beneficiaram muito mais aos Srs do que aos pr\u00f3prios negros, leis como:<\/p>\n<p>Lei do Ventre-livre, essa \u00e9 muito boa! A partir da promulga\u00e7\u00e3o desta lei todo o escravo nasceria livre, mas, teria que ficar na fazenda do seu Sr. At\u00e9 ser de maior e poder viver sua vida, enquanto esperava a sua maioridade trabalhava para o Sr., sem ganhar nada \u00e9 claro&#8230;<\/p>\n<p>Lei do sexagen\u00e1rio, tamb\u00e9m muito boa! Ap\u00f3s os sessenta anos todo escravo era livre. Imagine que um escravo tinha uma m\u00e9dia de vida de 25 a 30 anos, chegar aos sessenta era um m\u00e9rito! Por\u00e9m, essa lei vai beneficiar muito mais aos Srs, aos sessenta o escravo j\u00e1 esta velho e cansado para n\u00e3o ter que alimenta-lo sem que ele trabalhasse era s\u00f3 recorrer a essa lei e pronto, l\u00e1 estava o Sr. Livre do escravo.<\/p>\n<p>Lei Aurea 13\/05\/1888. Concordo, libertou finalmente os escravos, mas sem pol\u00edtica p\u00fablica nenhuma o que manteve o negro a margem de nossa sociedade.<\/p>\n<p>Enquanto esses eventos pol\u00edticos aconteciam a capoeira crescia, evoluia, tornava-se arma das pessoas que viviam nas ruas, n\u00e3o era s\u00f3 o negro praticante da capoeira, como j\u00e1 escrevi, o praticante era, mulato, mameluco, negro, branco, todos essas ra\u00e7as contribuiram para moldar a capoeira moderna de hoje.<\/p>\n<p>A partir da segunda metade do sec. XIX o berimbau passa a figurar nas rodas de capoeira. At\u00e9 ent\u00e3o as rodas eram marcadas pelo ritmo do atabaque, pandeiro e outros instrumentos de percurss\u00e3o, com a entrada do berimbau come\u00e7amos a ver surgir a capoeira moderna de Pastinha e Bimba.<\/p>\n<p>As Cidades do Rio de Janeiro, Salvador e S\u00e3o Lu\u00eds, eram os maiores focos da pr\u00e1tica da capoeira urbana, onde havia concentra\u00e7\u00e3o de pessoas, l\u00e1 estava a capoeira. Nessa epoca ela ainda n\u00e3o era ensinada em academias e se aprendia a capoeira jogando a capoeira, nas ruas no dia \u00e0 dia, observando os outros a jogar, era essa a \u00fanica maneira de se aprender a t\u00e3o temida capoeira.<\/p>\n<p>REP\u00daBLICA<\/p>\n<p>Em 1892 a capoeira passa a fazer parte do c\u00f3digo penal artigo 402, at\u00e9 ent\u00e3o ela j\u00e1 era proibida, por\u00e9m s\u00f3 a partir dessa data que ela passa a fazer parte do c\u00f3digo penal. A pessoa que fosse pega jogando a capoeira era preso e mandado para a Ilha de Fernando de Noronha para fazer trabalhos for\u00e7ados durante 4 \u00e0 6 meses.<\/p>\n<p>S\u00f3 no primeiro ano de vig\u00eancia da lei o Chefe de Pol\u00edcia do Rio de Janiero, Sampaio Ferraz mandou para Fernando Noronha cerca de 400 capoeiristas, sendo que desses 400, 65% foram considerados brancos, 20% estrangeiros e apenas 15% de negros, como se v\u00ea ela j\u00e1 era muito utilizada por diversas ra\u00e7as diferentes, pois n\u00e3o impotava a ra\u00e7a em si e sim a situa\u00e7\u00e3o so\u00e7ial da pessoa, pobre e marginalizado era capoeirista na certa ! Por\u00e9m isso n\u00e3o impediu que muitos homens ricos praticassem a capoeira, sendo que a maioria desses homens eram bo\u00eamios, da noite, conheciam a malandragem popular e sabiam usa-la a seu favor quando precisavam.<\/p>\n<p>A partir da d\u00e9cada de 1920, passa a surgir um sentimento nacionalista nas artes, pol\u00edtica e cultura do Brasil, era a Semana da Arte Moderna de 1922, que sacudiu o Brasil com seu resgate a cultura genuinamente Nacional, surge ent\u00e3o com for\u00e7a total a capoeira, agora como Gin\u00e1stica Nacional Brasileira, idealizado por Burlamarqui, Mestre Zuma, que em 1928, formou o primeiro manual da capoeira sem Mestre, m\u00e9todo did\u00e1tico, onde o leitor atraves do livro tinha conhecimento da capoeira como jogo, como luta.<\/p>\n<p>Nessa epoca Mestre Bimba e Mestre Pastinha j\u00e1 s\u00e3o famosos como Mestres bahianos em 1923, Mestre Bimba, cria a capoeira Regional da Bahia, uma ramifica\u00e7\u00e3o da capoeira de Angola, que at\u00e9 ent\u00e3o era chamada, apenas de capoeira e s\u00f3, quando Mestre Bimba colocou o nome Regional, Pastinha ent\u00e3o chamou a dele de Angola, para diferenciar uma da outra, conhecida nos meios da capoeira como a capoeira M\u00e3e, pois, Mestre Bimba, tentando transformar a capoeira mais objetiva para a luta acrescentou v\u00e1rios golpes de outras artes marciais na capoeira de Angola o que prova que a capoeira continuava a evoluir e acompanhar o seu tempo.<\/p>\n<p>Em 1933, ap\u00f3s uma apresenta\u00e7\u00e3o de Mestre Bimba e seus alunos para o ent\u00e3o interventor da Bahia a capoeira \u00e9 finalmente liberada, deixando de fazer parte do c\u00f3digo penal e dando in\u00edcio a uma nova era para a capoeira no Brasil.<\/p>\n<p>Em 1950 o mesmo Mestre Bimba faz outra apresenta\u00e7\u00e3o, dessa vez para o pr\u00f3prio Get\u00falio Vargas, o que faz a capoeira bahiana ainda mais famosa.<\/p>\n<p>A partir de Bimba e Pastinha a capoeira passa a ser ensinada nas academias, com metodologia propria e qualquer uma pessoa passa a ter acesso a capoeira.<\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas de 1960, 70, 80 e 90, a capoeira se torna uma profiss\u00e3o, uma realidade para muitos Mestres e Professores brasileiros que passam a ensinar hoje em grandes grupos dentro e fora do Brasil.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Prof. Luiz Eduardo:\u00a0<span style=\"color: #ff6600\"> <a href=\"mailto:luizeduardoalmeida@bol.com.br\">luizeduardoalmeida@bol.com.br<\/a><\/span><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/http:\/\/portalcapoeira.com\/Publicacoes-e-Artigos\/a-historia-da-capoeira-no-brasil\">http:\/\/portalcapoeira.com\/Publicacoes-e-Artigos\/a-historia-da-capoeira-no-brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ao abordarmos a historia da pr\u00e1tica da capoeira no Brasil, devemos antes de tudo resgatar a hist\u00f3ria da escravid\u00e3o no Brasil do s\u00e9culo XVI, XVII, XVIII e XIX, quatrocentos anos de horrores e servi\u00e7os for\u00e7ados, para alimentar uma elite &hellip; <a href=\"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/2012\/04\/13\/a-historia-da-capoeira\/\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1071,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43146],"tags":[],"class_list":["post-390","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/390","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1071"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=390"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/390\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=390"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}