{"id":614,"date":"2012-11-26T23:54:28","date_gmt":"2012-11-27T01:54:28","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/?p=614"},"modified":"2012-11-26T23:57:06","modified_gmt":"2012-11-27T01:57:06","slug":"historias-em-quadrinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.dickinson.edu\/portugueseclub\/2012\/11\/26\/historias-em-quadrinhos\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias em Quadrinhos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Hist\u00f3rias em Quadrinhos (HQs) s\u00e3o narra<em>\u00e7\u00f5es<\/em> feitas em uma sequ<em>\u00ea<\/em>ncia de quadros com o uso de desenhos e discurso direto. <em>\u00c9<\/em>\u00a0o nome dado aos Comic Books no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Na entrevista abaixo, concedida especialmente ao Clube de Portugu\u00eas da Dickinson College, M\u00e1rio Cau, quadrinista e ilustrador brasileiro, autor de Hist\u00f3rias em Quadrinhos independentes, como a s\u00e9rie autoral \u201cPieces\u201d (http:\/\/www.mariocau.com\/Portfolio\/HQ\/infopieces1.htm) e do premiado webquadrinho \u201cTerapia\u201d (http:\/\/petisco.org\/terapia\/2011\/05\/terapia-pag-01\/#.UJhVLSLCbTo),\u00a0explica como \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o e a divulga\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de HQs no Brasil. Ele tamb\u00e9m nos contou o que \u00e9 produ\u00e7\u00e3o independente e webquadrinhos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">Clube de Portugu\u00eas:<\/span><strong>\u00a0Como \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de quadrinhos no Brasil?<\/strong><\/span><\/p>\n<div><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">M\u00e1rio Cau:<\/span> Atualmente, a produ\u00e7\u00e3o de HQ no Brasil \u00e9 bastante vasta. Estamos num momento em que a produ\u00e7\u00e3o cresce, as editoras investem e novos autores aparecem a cada instante. Podemos dizer que o mercado est\u00e1 aquecido, mas ainda longe do ideal.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Como em v\u00e1rios lugares do mundo, boa parte da produ\u00e7\u00e3o atual \u00e9 independente e\/ou destinada \u00e0 internet. As editoras focam em material autoral em formato Graphic Novel, e poucas editoras se mant\u00e9m publicando s\u00e9ries mensais para venda em banca de jornal. Desse material, metade \u00e9 republica\u00e7\u00e3o de HQs norte-americanas ou orientais, e a outra metade \u00e9 dominada pela Mauricio de Sousa Produ\u00e7\u00f5es. A publica\u00e7\u00e3o de s\u00e9ries da Disney, por exemplo, \u00e9 muito menor hoje do que h\u00e1 alguns anos.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Muitos artistas trabalham para os mercados norte-americano, europeu e at\u00e9 mesmo oriental. Podem trabalhar diretamente do Brasil, gra\u00e7as \u00e0 internet.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: arial, sans-serif;\">Outros, mais autorais, focam na produ\u00e7\u00e3o de Graphic Novels, HQs mais longas compiladas em formato livro, que est\u00e3o essencialmente em livrarias, e n\u00e3o nas bancas.\u00a0<\/span><span style=\"font-family: arial, sans-serif;\">Muitos outros atuam no que chamamos de mercado independente, produzindo e editando seus pr\u00f3prios trabalhos sem o aux\u00edlio\/interven\u00e7\u00e3o de uma editora.<\/span><\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong style=\"color: #000000;\">CP: Quem s\u00e3o os autores mais relevantes dos quadrinhos brasileiros?<\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> MC: Atualmente, os autores mais conceituados s\u00e3o Laerte, Angeli, Danilo Beyruth, F\u00e1bio Moon, Gabriel B\u00e1, Rafael Gramp\u00e1, Rafael Albuquerque,\u00a0Vitor Cafagi,\u00a0Laudo, Gustavo Duarte,\u00a0Will, Daniel Esteves, Fernando Gonsales, Vitor Cafagi, Will, Daniel Esteves, Fernando Gonsales, Louren\u00e7o Mutarelli, entre outros. Existe um elenco formid\u00e1vel de artistas nacionais se destacando em todas as \u00e1reas relacionadas \u00e0s Hist\u00f3rias em Quadrinhos.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong style=\"color: #000000;\">CP: O que s\u00e3o quadrinhos independentes?<\/strong><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> MC: Chamamos de independente qualquer autor que n\u00e3o tenha uma liga\u00e7\u00e3o com editoras. Pode abranger desde um simples fanzine, feito com fotoc\u00f3pia e distribu\u00eddo gratuitamente entre amigos, com tiragem pequena, at\u00e9 grandes \u00e1lbuns, com muitas p\u00e1ginas e projeto gr\u00e1fico elaborado. A\u00a0condi\u00e7\u00e3o\u00a0\u00e9 sempre n\u00e3o ter uma editora envolvida na produ\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Isso vem mudando um pouco, sendo que editoras pequenas produzem materiais com &#8220;cara&#8221; de independentes, e dada sua estrutura, a distribui\u00e7\u00e3o acaba sendo menor. Alguns autores independentes fazem acordos com editoras, sendo que elas somente distribuem o material que foi produzido pelo autor.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">As duas grandes diferen\u00e7as entre ser independente e publicar por editora s\u00e3o o retorno financeiro e a distribui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Enquanto uma editora repassa cerca de 10% do pre\u00e7o de capa para o autor, se o mesmo vende um trabalho independente, praticamente todo o pre\u00e7o de capa retorna ao pr\u00f3prio autor. Vale lembrar que nem sempre uma editora paga pelos custos de impress\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Quanto \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o, esta \u00e9 muito mais f\u00e1cil para uma editora, que j\u00e1 tem toda a &#8220;m\u00e1quina&#8221; montada. Um autor independente dependeria de sua pr\u00f3pria log\u00edstica para vender: consignar com lojas, envio pelo correio, participar de eventos. E claro, arcar com os custos de impress\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o.\u00a0Por\u00e9m, como muita gente ainda \u00e9 iniciante, e leva-se um tempo at\u00e9 ter um trabalho maduro que interesse \u00e0s editoras, \u00e9 interessante come\u00e7ar a produ\u00e7\u00e3o independente, que serve como treino e aprimoramento, al\u00e9m de fazer o autor conhecer e participar ativamente de todo o processo editorial.<\/span><\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>CP: O que s\u00e3o webquadrinhos?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> MC: Webquadrinhos, ou webcomics, ou quadrinhos digitais; s\u00e3o um formato\u00a0relativamente\u00a0novo de fazer HQ: s\u00e3o quadrinhos produzidos para a internet e suportes digitais. Essencialmente, seria a mesma coisa, s\u00f3 mudando o &#8220;local&#8221; da publica\u00e7\u00e3o, mas as webcomics t\u00eam inovado de v\u00e1rias formas, criando recursos narrativos e de leitura que a vers\u00e3o impressa nunca atingiria. Por exemplo, a possibilidade de usar anima\u00e7\u00f5es, sons, m\u00fasica, dublagem, gifs, sequ\u00eancias infind\u00e1veis de quadros ou cen\u00e1rio&#8230; E os recursos de clicar e arrastas, ou mesmo de usar o dedo (&#8220;swipe&#8221;) para &#8220;virar p\u00e1ginas&#8221; ou mesmo dar continuidade \u00e0 hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><strong>CP: Quem mais influenciou a leitura e a produ\u00e7\u00e3o de quadrinhos no Brasil?\u00a0<\/strong>H\u00e1 interesse na leitura de quadrinhos no pais?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><\/strong>MC: \u00c9 dif\u00edcil eleger uma \u00fanica pessoa ou fonte que tenha influenciado a produ\u00e7\u00e3o de HQs no Brasil. Toda forma de arte \u00e9 gerada a partir de outras. N\u00e3o h\u00e1 como negar que, gerada a partir de outras experi\u00eancias narrativas, as Hist\u00f3rias em Quadrinhos foram gradualmente conquistando seu p\u00fablico. Originalmente publicadas em jornais, e com\u00a0abordagens\u00a0mais c\u00f4micas (da\u00ed o termo &#8220;comics&#8221; usado at\u00e9 hoje), era consumido e descartado, e esse foi o fio condutor por muitos anos: quadrinhos s\u00e3o entretenimento barato, r\u00e1pido e descart\u00e1vel. Atualmente, a postura mudou completamente. Colecionadores, leitores, produtores, artistas&#8230; Principalmente em se tratando do mercado norte-americano, japon\u00eas e at\u00e9 o europeu. \u00c9 um mercado absurdo, gigantesco, mas que n\u00e3o tem ainda a mesma estatura no Brasil. Ainda.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Existe grande interesse pela leitura de HQs no Brasil. O que impede que mais pessoas possam ler s\u00e3o problemas estruturais do pa\u00eds, ao meu ver. Como por exemplo, pre\u00e7o. Nem toda revista de quadrinhos \u00e9 barata. Temos uma por\u00e7\u00e3o grande da popula\u00e7\u00e3o que \u00e9 muito pobre e, geralmente, a compra de uma HQ \u00e9 considerada um gasto sup\u00e9rfluo. O sistema educacional, especialmente o p\u00fablico, \u00e9 cheio de problemas, e com uma proposta de ensino antiquada e falta de investimentos, as crian\u00e7as costumam n\u00e3o se interessar por leitura. Temos uma horda de analfabetos funcionais.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">As HQs s\u00e3o uma \u00f3tima porta de entrada para a leitura. Crian\u00e7as que l\u00eaem HQs infantis podem come\u00e7ar a ler HQs mais maduras e disso, partir para graphic novels e livros.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">O Governo Brasileiro tem um programa chamado PNBE, que \u00e9 a compra de t\u00edtulos de HQ para as bibliotecas das escolas. \u00c9 uma a\u00e7\u00e3o memor\u00e1vel, mas recente, e ainda existe uma prefer\u00eancia por t\u00edtulos de adapta\u00e7\u00e3o de cl\u00e1ssicos liter\u00e1rios para HQ, e n\u00e3o obras originais. Esses t\u00edtulos, um vez nas bibliotecas, podem ser lidos por gera\u00e7\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes, pessoas que n\u00e3o poderiam pagar uma cole\u00e7\u00e3o se quisessem.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Particularmente, eu tor\u00e7o para que a leitura de quadrinhos nas escolas cres\u00e7a, a leitura fora das escolas tamb\u00e9m cres\u00e7a, e o que chamamos de &#8220;mercado&#8221; de quadrinhos possa se consolidar cada vez mais para um p\u00fablico cada vez maior.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Mas n\u00e3o podemos deixar de apontar a import\u00e2ncia absurda que Maur\u00edcio de Sousa teve e ainda tem nos quadrinhos brasileiros. Desde os anos 60 ele batalha e investe em sua carreira e produtos, e h\u00e1 anos tem o maior est\u00fadio de produ\u00e7\u00e3o de HQ do pa\u00eds. Seus personagens s\u00e3o nacionalmente &#8211; e internacionalmente &#8211; conhecidos e celebrados. A Turma da M\u00f4nica \u00e9 com certeza o primeiro contato com HQ &#8211; e, por que n\u00e3o, com a leitura em si &#8211; da grande maioria dos brasileiros. Esses leitores aprendem a ler e a entender a linguagem das HQs atrav\u00e9s das s\u00e9ries produzidas pelo MSP, e a partir da\u00ed, podem buscar t\u00edtulos diferentes, descobrindo uma grande variedade.<\/span><\/div>\n<div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">A produ\u00e7\u00e3o de HQs e a leitura delas sempre existiram no Brasil, especialmente desde os anos 40. Ciclos de produ\u00e7\u00e3o e consumo grandes e \u00ednfimos se alternaram durante a hist\u00f3ria.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"><strong>CP: Como \u00e9\u00a0o mercado brasileiro de quadrinhos?<\/strong><\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> MC: Essa \u00e9 uma quest\u00e3o aparentemente complicada&#8230; Mas existe sim um mercado brasileiro de quadrinhos. Como comentei acima, ele \u00e9 composto de v\u00e1rias vertentes, mas raramente existe o que podemos chamar de &#8220;estabilidade financeira&#8221; para um autor de HQ.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Os artistas que trabalham para mercados internacionais costumam ser melhor pagos, geralmente por p\u00e1gina e tamb\u00e9m t\u00eam royalties dos \u00e1lbuns que produzem.\u00a0Mas os artistas que publicam no Brasil ficam sujeitos, geralmente, \u00e0\u00a0situa\u00e7\u00e3o de produzir muito e receber pouco. Sendo independentes ou n\u00e3o, geralmente \u00e9 isso que acontece: um retorno financeiro n\u00e3o-est\u00e1vel, margeado por trabalhos em outras \u00e1reas, similares ou n\u00e3o, para conseguir cobrir todas as necessidades b\u00e1sicas.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Uma grande fatia da produ\u00e7\u00e3o nacional \u00e9 ligada diretamente \u00e0\u00a0MSP, Maur\u00edcio de Sousa Produ\u00e7\u00f5es. O est\u00fadio produz as s\u00e9ries da Turma da M\u00f4nica, e \u00e9, ao que me consta, o \u00fanico que consegue esse tipo de organiza\u00e7\u00e3o, visto que todos que trabalham l\u00e1 t\u00eam os mesmos benef\u00edcios que um trabalhador de qualquer \u00e1rea deve ter.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Tor\u00e7o para que um dia nossa economia e nosso sistema editorial possa pagar os artistas e escritores n\u00e3o s\u00f3 pela porcentagem de vendas, mas tamb\u00e9m por p\u00e1ginas, por eventos, por viagens e coisas do tipo.\u00a0Como sempre costuma-se falar, \u00e9 muito dif\u00edcil produzir quadrinhos, e mais ainda, viver somente disso.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>CP: H\u00e1 grandes eventos destinados a divulga\u00e7\u00e3o e vendas de quadrinhos no Brasil?<\/strong><span style=\"font-family: arial, sans-serif;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">MC: Sim! Nos \u00faltimos 10 anos, mais ou menos, o Brasil tem se mostrado n\u00e3o s\u00f3 um grande e potencial mercado, cheio de autores relevantes, mas tamb\u00e9m um grande pa\u00eds para eventos. O mais importante \u00e9 o\u00a0FIQ &#8211; Festival\u00a0&#8211; Festival Internacional de Quadrinhos, sediado em Belo Horizonte, e bienal. \u00c9 o maior evento de quadrinhos do pa\u00eds, e a edi\u00e7\u00e3o de 2011 foi recorde de frequentadores, ganhando inclusive da Comic Con de San Diego, o maior evento de cultura pop do mundo. Outros eventos, menores, t\u00eam acontecido anualmente e v\u00e1rias cidades, como a Rio Comicon, a GibiCon, Multiverso Comic Con, Fest Comix, Flip-Natal, entre outros.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Esses eventos t\u00eam trazido autores estrangeiros, exposi\u00e7\u00f5es, e s\u00e3o o cen\u00e1rio escolhido pela maior parte dos independentes para lan\u00e7ar novos trabalhos.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Hist\u00f3rias em Quadrinhos (HQs) s\u00e3o narra\u00e7\u00f5es feitas em uma sequ\u00eancia de quadros com o uso de desenhos e discurso direto. \u00c9\u00a0o nome dado aos Comic Books no Brasil. 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